“Nós somos alimentados por paixões” – Luiz Seabra, fundador e co-presidente da Natura.
Durante o nosso processo de busca e seleção, identificar o brilho nos olhos do empreendedor é uma forma fácil de identificar se eles são apaixonados por seus negócios. Com paixão o empreendedor irá colocar o esforço e a dedicação que te diferencia dos seus concorrentes. Empreender se torna prazer, e não um castigo.
É claro que sem lucro não existe empresa – nenhum negócio que sempre perde dinheiro se sustenta no longo prazo. Mas na ótica do empreendedorismo que defendemos, novas empresas são criadas por pessoas que acreditam naquilo que fazem, não apenas para ficar ricos. Isso foi reforçado pelos nossos empreendedores e conselheiros no nosso livro, Como fazer uma empresa dar certo em país incerto. A maioria dos entrevistados falou espontaneamente uma frase com a seguinte essência: “Nunca fiz isso ou aquilo por dinheiro. O resultado financeiro foi conseqüência.”
Vale a ressalva: paixão e brilho nos olhos não garantem o sucesso. Pedro Moreira Salles diz: “Não basta ter paixão. É preciso ter capacidade de gestão, de vendas e de carregar o negócio para frente. “Por outro lado, nunca vi ninguém que achasse seu negócio chato e tivesse sucesso”. Por mais que os nossos exemplos não tenham o lucro como objetivo, concordamos com a Tina Seelig e não defendemos o ditado: “faça o que você ama que o sucesso (ou o dinheiro) será conseqüência”. Nem sempre você conseguirá transformar os seus hobbies em negócios. Dito isso, seguir sua paixão, ou mesmo se apaixonar pelo seu trabalho quando ele é inevitável, é um fundamento importante para uma empresa bem sucedida.
Empreender faz, e deve sempre, brilhar os olhos.
Fabio Tran, Instituto Empreender Endeavor