Iniciativa inédita do governo brasileiro em parceria com a União Europeia qualifica empresas em busca de novos mercados e facilita aproximação com estrangeiras
matéria PEGN – Por Elisa CorrêaSelecionamos apenas os empreendedores que fazem parte da Endeavor, mas na matéria há outros casos bem legais também. Vale conferir.
Fruto da cooperação entre o Brasil e a União Europeia, o PAIIPME (Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas) tem a parceria de 29 instituições públicas e privadas, orçamento total de 44 milhões de euros e o objetivo de inserir cerca de 700 pequenas e médias empresas brasileiras no mercado global. “Essa inclusão deve ser realizada tendo a inovação como norte para aumentar a chance de as empresas sobreviverem em um cenário internacional altamente competitivo e complexo”, afirma Reginaldo Braga Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e encarregada da gestão do projeto.
O presidente alerta que o caminho é longo e diferente para cada empresa. Algumas começam identificando novos mercados para vender seus produtos e serviços fora do Brasil; outras, já exportadoras, passam a produzir de forma compartilhada com empresas estrangeiras e criam joint ventures. Nesta reportagem, seis empresários contam a Pequenas Empresas & Grandes Negócios o que estão fazendo para ultrapassar as barreiras nacionais. São lições que servem a todas as pequenas empresas dispostas a encarar o desafio de ganhar o mundo.
André Rezende, 50 anos
Sócio da Prática, empresa mineira de 155 funcionários fabricante de fornos industriais
“Temos um planejamento de longo prazo, por isso aceitamos os desafios da internacionalização”
“A Prática já exporta para a América Latina. Dentro do projeto, foi feito um estudo para traçar estratégias de entrada no mercado europeu. Foram identificados três países onde iniciar nossa atuação: Portugal, Espanha e França. Agora, precisamos adequar nossos produtos às normas europeias, o que exige uma certificação de segurança. Também estamos definindo quais preços praticar e como fazer a divulgação. E, para poder competir com os concorrentes, teremos que dispor de armazéns nesses países para estocar e distribuir os fornos com maior rapidez. Apesar de todas as barreiras, essa é uma oportunidade de estar ao lado de empresas de grande porte e alta performance, o que nos obriga a uma busca diária pelo aumento da qualidade.”
Francesca Romana Diana
Proprietária da empresa carioca que leva seu nome e produz, com uma equipe de 70 funcionários, semijoias vendidas em 18 franquias brasileiras e três europeias
“Internacionalizar não é uma escolha, mas sim uma necessidade”
“A internacionalização deve ser pensada como forma de sobreviver no futuro, porque hoje o mercado é global. Como iniciativa do projeto, recebi dois alunos de MBA da London Business School que, durante dois meses, estudaram a melhor forma de expandir a empresa, tanto para os Estados Unidos quanto para a Europa. Eles mostraram a necessidade de corrigir alguns erros internos e aumentar a produção antes de partir para fora do Brasil. Como minhas semijoias são exportadas, já cumprem as exigências internacionais: são produzidas sem níquel e com madeira certificada. O próximo passo é decidir se entro primeiro no mercado europeu ou no americano. E se é melhor encarar o desafio sozinha ou por meio de um sistema de Master Franchising.”
Daniel Turini, 38 anos
Sócio da Crivo, empresa paulista de 70 funcionários, fabricante de um software capaz de buscar informações de crédito em mais de 150 fontes
“nosso softaware foi desenhado para atender às normas internacionais. Faltava melhorar a gestão”
“No caso da Crivo, o projeto serviu para frear a internacionalização ao mostrar que nossos problemas eram internos: faltava qualidade e profissionalização da gestão. Montamos um conselho consultivo, implantamos um programa de qualidade dentro da empresa e trouxemos, para a diretoria, profissionais com experiência em montar unidades internacionais. Em 2010 vamos começar a mapear possíveis mercados. Nos países onde iremos atuar será preciso ter uma estrutura jurídica, comercial e de suporte. Como nosso modelo de negócio é baseado na venda do software junto com serviços de operação, precisamos falar a língua do cliente. Também dependemos de feedback para desenvolver produtos que atendam às suas necessidades especificas, que são diferentes das brasileiras”.

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This post was mentioned on Twitter by ludfigueiredo: Segredos de quem ganhou o mundo: http://www.endeavor.org.br/blog/segredos-de-quem-ganhou-o-mundo @endeavorbrasil #empreendedorismo…
como posso montar um negocio com sucesso???
Sergio,
existem várias formas de começar e de crescer. Cada caso é um caso apesar de ter alguns conteúdos que servem para certos fins. Primeiro de tudo, estude o mercado em que irá empreender. Conheça-o do início ao fim! Segundo, tenha foco, principalmente para direcionar esforços no começo do negócio. Terceiro, uma equipe muito boa que esteja alinhada com se sonho grande é o segredinho crucial. Gente boa e competente, sempre! Procure contratar um time empreendedor!